domingo, 24 de fevereiro de 2013
Crise
Todo mundo sabe que a Argentina está atravessando um período de crise econômica de uma envergadura importante. E não é de hoje. Há muito tempo já. Só que agora com um plano para “congelar” os preços. Bom, a coisa é que, já estão bastante caros para todos nós consumidores e inclusive já saiu em muitos jornais que os preços aqui estão mais caros que na Europa. E olha que estamos falando de itens de consumo básico como alimentos e bebidas. E aí vem minha pergunta: como é que eu país agrário consegue vender seu produto interno mais caro que no exterior?
O governo congelou os preços por pelo menos dois meses, com a intenção de baixar a pressão sobre os aumentos salariais. Porém a inflação acumulada dos últimos anos fez com que os preços mesmo que congelados sejam mais caros que na Europa, conforme um estudo feito por um jornal argentino em comércios de Roma e Paris.
Praticamente tudo sai mais barato nas gôndolas do velho continente se comparados com qualquer estabelecimento da Capital Federal ou da Grande Buenos Aires. Todo mundo faz vistas grossas na hora de ir ao supermercado, pois todo mundo continua comprando, até mesmo óculos de sol importados.
Para diversos economistas, a inflação é uma diferença na composição da cadeia de produção e distribuição e o impacto dos impostos contribuem para tanta diferença de preços. Tudo isso evidencia os problemas para taxar referências de preços e o atraso cambiário da economia argentina.
Também está a questão da perda de competitividade em comparação com o tipo de câmbio oficial. Porém se comparar um cesta básica de bens e serviços, o custo de vida continua caro, mesmo com o transporte e aluguel mais barato que na Europa.
Conclusão: mesmo com o congelamento dos preços, continua difícil rechear a geladeira de itens básicos.
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